27 de março de 2017

Entrevista matadora com REBAELLIUN


Em seu retorno após 13 anos, conversamos com Lohy Silveira da Rebaelliun e surgiu a entrevista que segue abaixo. 

Confiram!!!



OAT: Saudações guerreiros! Ficamos muito honrados com sua participação no Occultus Ars Tenebrae.

OAT: Como foi para a banda dar o tempo de 13 anos e voltar após isso destruindo tudo novamente e tendo uma ótima recepção da parte dos seus fãs?

Lohy Silveira: Foi muito inesperado na verdade. Durante o período que a banda ficou parada, chegamos a conversar algumas vezes sobre voltar à ativa com o Rebaelliun, mas de fato não era a hora certa. Dessa vez, mesmo morando longe um do outro, conseguimos organizar um método de trabalho que nos permite produzir e seguir com os trabalhos da banda. Quando anunciamos a volta em 2015, imaginávamos que algumas pessoas que conheceram o Rebaelliun nos dariam seu apoio e ficariam felizes com a notícia, mas não num volume tão expressivo. Desde então a receptividade tanto da volta, quanto nos shows e do disco novo tem sido extremamente boa. Só agradecimentos para todas as pessoas que nos apoiam, seja comparecendo aos shows, adquirindo material da banda, ou nos ajudando na divulgação pelas redes sociais.

OAT: Como foi para a Rebaelliun ver seus integrantes Fabiano Penna Corrêa e Sandro Moreira envolvidos em outros projetos?

Lohy Silveira: Todos nós apesar de não estarmos tocando mais juntos, mantivemos contato durante esses anos em que a banda ficou inativa. Sempre fomos amigos e torcemos pelos projetos pessoais de cada um. De forma prática para Rebaelliun, esse fato ajudou muito no retorno para as atividades, pois tanto o Fabiano, quanto o Sandro nunca se afastaram da música. Ambos seguiram tocando em bandas de Metal Extremo durante um período, e isso facilitou tanto na composição do The Hell’s Decrees, como na volta aos ensaios e para preparar o repertório para os shows.

OAT: De onde vem a inspiração para a Rebaelliun criar suas letras e melodias?

Lohy Silveira: Basta olhar ao redor para buscar a inspiração. A humanidade vive dias sombrios e caóticos, onde a miséria, o mal, e a sua própria ruína à sufocam. A busca eterna e ilusória de respostas na religião, a sede inacabável por poder, e a própria imundície em que o ser humano está afogado, nos rende uma inspiração constante.

OAT: Quais são os planos da Rebaelliun para o ano de 2017?

Lohy Silveira: Seguir tocando e divulgando ao máximo o nosso mais novo disco, o The Hell’s Decrees, e compondo material para um futuro lançamento.

OAT: De onde veio a ideia para o nome Rebaelliun? Teve alguma banda que vocês ouviram que os motivaram a montar a banda?

Lohy Silveira: Na verdade todas as bandas que possuem em sua essência musical e lírica a rebelião nos serviu de inspiração para o nome da banda. Além claro, das nossas convicções a respeito da vida, e como vemos o mundo em que vivemos.

OAT: Como a Rebaelliun se sentiu se tornando uma das bandas mais consagradas da cena do death metal em menos de 4 anos depois de seu início?

Lohy Silveira: Tivemos a oportunidade de estarmos no lugar certo e na hora certa, eu diria. E claro, com trabalho duro e com o apoio do público conseguimos conquistar muita coisa nesse curto espaço de tempo. É muito gratificante observar que tantas pessoas se identificam com a nossa música e nos apoiam desde que a banda começou. Mas não acredito que haja plenitude quando se fala em música. Ainda para mais nós que ficamos com a banda inativa durante tantos anos. Somos gratos e apreciamos muito tudo que o Rebealliun já nos proporcionou, mas a estrada é longa, e não há fim. Existe muito ainda para ser conquistado, e seguimos na busca desses objetivos.

OAT: Diga para nós como foi a experiência da banda na Europa.

Lohy Silveira: Todas as vezes que o Rebealliun foi para Europa foram muito gratificantes. Desde a primeira vez, em que a banda foi somente com uma demo tape nas mãos e retornou com um contrato com uma gravadora holandesa, além de vários shows marcantes e memoráveis, como quando voltamos para as turnês do Burn the Promised Land e, do Bringer of War. Essas experiências na Europa nos proporcionaram tocar ao lado de grandes bandas, conhecer muitas pessoas bacanas, e viver intensamente o sonho de estar direto na estrada, tocando a nossa música. Nosso segundo disco, o Annihilation foi gravado na Alemanha, e essa nossa última viagem para a Europa também foi extremamente positiva. Então, estar no velho continente para o Rebaelliun é sempre uma experiência muito prazerosa.

OAT: Como foi tocar ao lado de grandes bandas do metal?

Lohy Silveira: Foi surreal dividir o palco com bandas como o Cannibal Corpse, o Deicide e o Behemoth. Além de muitas outras bandas que nos receberam muito bem nos shows e festivais. Foi um misto de sonho realizado e choque de realidade, pois poder conversar com os membros e observar a rotina dessas bandas na estrada na época que dividimos o palco, foi muito interessante. Para nós que tínhamos contato com essas bandas somente ouvindo os discos e vendo vídeos dos shows, perceber que em diversos aspectos eles estão muito mais próximos da nossa realidade do que imaginávamos foi muito importante. Nos fez encarar o sonho de viver de música de forma mais realista.

OAT: Fale um pouco para nós como foi tocar em grandes festivais com Brutal Assault e Party San. O que significou para a banda?

Lohy Silveira: A recepção por parte do público foi ótima em ambos festivais, com o destaque para o Party San, que foi matador. Como tivemos show em praticamente todos os dias da nossa estada na Europa, não conseguimos assistir as outras bandas nos festivais, pois logo após nossas apresentações geralmente tínhamos que pegar a estrada novamente. Mas isso faz parte de estar viajando pra tocar. Para o Rebaelliun foi muito positivo, pois conseguimos deixar uma boa impressão do Death Metal brasileiro para quem nos assistiu no palco, e nos ajudou a consolidar mais o nome da banda para o público europeu.

OAT: A Rebaelliun é uma banda que tem muitos anos de estrada e é bem elogiada no mundo inteiro. Quais conselhos vocês tem pra dar pra quem está começando agora na cena?

Lohy Silveira: Trabalho duro e focado, principalmente. Acreditar no seu trabalho, e seguir em frente sempre. Agir com honestidade para com o público e para com a sua arte é sempre um caminho que deve ser seguido por quem deseja ver seu trabalho reconhecido. E ter a noção que o objetivo final sempre será importante, mas deve-se ter a sabedoria para poder apreciar a jornada também.


OAT: Notamos que com o passar dos anos a Rebaelliun nunca deixou de ser uma banda com um som pesado, agressivo e rápido e ainda continua sendo uma banda que nunca abandonou o meio underground da cena do metal, fale para nós o que vocês tem feito para isso nunca mudar.

Lohy Silveira: Tenho pra mim que Metal Extremo sempre foi e sempre será underground. Não é um estilo próprio para conquistar grandes massas, mesmo dentro do Metal. Então seguir um caminho dentro do underground é muito mais uma consequência, do que um objetivo propriamente dito. Agora, a nossa música sempre será pesada e agressiva, pois é o que gostamos de compor, tocar, e o que fazemos melhor. Assim como as bandas que nos influenciam, a música extrema está no nosso sangue, e colocar isso pra fora será sempre a maneira do Rebaelliun se comunicar com o seu público através da música.

OAT: Como foi a adaptação do novo baixista e vocalista Lohy Fabiano na Rebaelliun.

Lohy Silveira: Na verdade tocamos juntos por anos em uma banda que tínhamos anterior ao Rebaelliun, chamada Blessed. Somos todos amigos de longa data, e apesar de não estar na banda desde o início, sempre admirei e apoiei os eles estavam fazendo com o Rebaelliun. Quando o Marcelo resolveu sair da banda logo após a turnê do Ep Bringer of War, eu me candidatei para assumir seu lugar. Começamos os ensaios e seguimos na composição do Annihilation de maneira tranquila, pois já sabíamos que essa formação funcionava.

OAT: Agradecemos o tempo disposto para esta entrevista e deixamos esse espaço para considerações finais para seus fãs e leitores.

Lohy Silveira: Muito obrigado ao OAT pelo espaço e pelo apoio ao Rebaelliun. E muito obrigado também para as pessoas que sempre nos apoiaram e acreditaram no nosso trabalho desde o início, e seguem nos apoiando até hoje. We are legion!